Os drops e as pics.

Outubro 5, 2008

“Mar Flat? Dropboards!”. Este é o slogan da empresa que vem trazendo e fazendo, há alguns anos no Brasil, alguns dos brinquedos mais divertidos para quem, como eu, adora Skate desde os 10 anos de idade.

Lembro quando meu amigo Senador chegou de sua estadia de um ano na Califórnia, com essa novidade, empolgado com o novo estilo de “skate” com pneus de borracha, que simula os movimentos do surf, porém no asfalto. “Vou montar esses carrinhos no Brasil”, disse ele. E assim, surgia a empresa que naquele momento começava com apenas um protótipo. Hoje, possui não só o primeiro modelo (o carve) como uma linha diversificada de produtos e acessórios que não convém mencionar aqui, basta dar uma chegada no www.dropboards.com.br 

Recentemente fiquei encarregado de fazer o still de toda a linha de produtos da empresa, além de peças, acessórios e por fim, fui contemplado nesta semana com uma tarde agradabilíssima no Parque do Ibirapuera, quando tive dois prazeres: de estrear minha nova lente EF 17-40mm série L e fotografar o mais novo membro da turma, o Drop Elétrico (ou seja lá como vão chamá-lo). Comandado por um controle sem fio, ele foi projetado para andar em asfalto, terra, grama e diz-se que chega a atingir 60Km/h. Claro que testei! E nem caí (ao contrário do próprio pai da brincadeira, que abusou para as fotos e ralou a canela, heheh).

E eis aqui três das imagens que ilustram a diversão:

    

Abraços,

Paoli.


Canon dá o Troco!

Setembro 17, 2008

EOS 5D MKII da Canon, a nova câmera full frame da marca, é a resposta aos dois recentes lançamentos da Nikon: D90, que possui recurso de filmagem em alta resolução, e a D700, que foram comentadas e comparadas no post anterior (câmeras top de linha…).

Trata-se de um tapa na rival com luva de pelica… aliás… com luva de pedreiro cheia de cimento: irá custar cerca de $300 a menos (preço dos EUA), terá 21.1mpxl contra 12.1mpxl da Nikon, além de introduzir o mesmo recurso de filmagem incorporado na D90, excluído da D700.

A Canon EOS 5D MKII será uma câmera de altíssima performance, com todos os recursos que muitos profissionais (eu mesmo, inclusive) estavam esperando. O recurso de filmagem incorporado em uma câmera deste porte, sinaliza a grande nova tendência do mercado - interatividade multimídia.

Segue abaixo o link do site www.dpreview.com, sobre “O LANÇAMENTO” do ano:

http://www.dpreview.com/news/0809/08091705canon_5dmarkII.asp

Abraços,

Paoli.


Panorama Geral e Questões Legais sobre o Creative Commons no Brasil

Setembro 12, 2008

Algumas semanas atrás, tive a oportunidade de participar do XXVIII Seminário Nacional da Propriedade Intelectual, o maior evento nacional sobre propriedade intelectual, realizado anualmente pela ABPI - Associação Brasileira da Propriedade Intelectual. Representantes de órgãos públicos, associações e empresas de toda a América Latina e dos EUA estiveram presentes para ouvir palestrantes de renome internacional, que trouxeram panoramas mundiais sobre as mais diversas áreas deste ínterim. 

Um dos assuntos abordados em uma das plenárias foi o Creative commons, recentemente debatido em algumas listas de fotografia nas quais participo. Alguns muito produtivos e esclarecedores, outros que apenas causaram conflitos desnecessários, pela má compreensão dos mecanismos legais atuais e desta nova forma de licenciamento, além de uma “mistureba” política totalmente irrelevante.

O seminário trouxe números importantes, demonstrando um crescimento expressivo de licenças CC no último ano.

Os dados trazidos por Ronaldo Lemos, professor de direito e responsável pela introdução do creative commons no Brasil - http://www.creativecommons.org.br/, apontam uma forte tendência mundial, não só na área da fotografia (que representa cerca de 10% deste universo), mas também na música, softwares e conteúdo informativo geral.

Para confirmar a grande adesão à “novidade”, é de se observar que atualmente existe um grande número de veículos digitais disponíveis, para distribuição de obras autorais compatíveis com creative commons:

Wikipedia (enciclopédia colaborativa), Jamembo e Trama Virtual (música colaborativa), Revver e Videolog (compartilhamento de vídeos), Flickr e 8p.com.br (fotografia), Plos.org e Scielo.org (publicações científicas), Gawker e Interney (portais de blogs), além do próprio Linux.

Além disso, há hoje, conforme foi apresentado no referido seminário, 90.000.000 de licenças CC no mundo. Na grande maioria EUA (o maior de todos), Espanha, Alemanha e França. A aplicação do CC caminha lado a lado com as “licenças legais” - previstas na legislação interna brasileira e demais países e em tratados internacionais. É importante salientar que creative commons não é Lei. Logo, para todos os efeitos, no Brasil, trata-se apenas de uma espécie de contrato, que pode ser questionado judicialmente, independente da cessão dos direitos, quando utilizado indevidamente, principalmente se estiver produzindo efeitos excessivamente desvantajosos ao autor.

Teoricamente, a idéia central do creative commons, conforme é apresentado, não cuida de subtrair do autor seus direitos sobre suas obras e sim de chamar este “ser criador” a colaborar com a coletividade participante do “movimento”, com algumas de suas criações, como forma de fazer parte desta nova tendência de troca e também de divulgar a si próprio e a seu trabalho, pois, argumentação pró-CC utilizada, “qual artista prefere a obscuridão do anonimato ou que suas criações não sejam apreciadas por ninguém?”. Condordo em partes, com a idéia. Mas tratarei mais profundamente meu posicionamento em um próximo post, para o qual pedirei a colaboração de alguns amigos de áreas diversas. Mas desde já, preciso colocar alguns pontos de destaque, já que a adesão ao CC, principalmente para o licenciador comum - indivíduo, pessoa física - pode lhe causar problemas sérios.

Em primeiro lugar, aviso aos navegantes - principalmente à geração “Ctrl C - Ctrl V”, que acredita piamente que “tudo o que está na internet é de uso livre”. Licença creative commons, não confere a alguém o direito de fazer absolutamente tudo o que quiser com a obra. Há limites impostos pelo autor, que são sempre muito claros, de fácil acesso e devem ser respeitados.

Canso de ver os “ladrões” serem processados por uso indevido (principalmente de imagens) e pagam muito mais caro do que pagariam se contratasse o serviço corretamente.

Alguns alegam a idéia da “cultura livre” – expressão que passei a não gostar - para O USO indevido de material colocado na internet, nos sites dos autores. Ou seja, que “a cultura geral e o direito do povo (usuários da net) de ter acesso a ela, devem prevalecer sobre os interesses particulares de um autor sobre a obra”. A expressão é errada, a interpretação mais ainda e quem pensa assim para “pegar” uma obra está completamente, redondamente, extremamente enganado. Veja bem, se está na net pode ser apenas ACESSADO. Só! Mais nada!

Não pode copiar, não pode distribuir, não pode colocar em livro didático, não pode publicar em revista científica, não pode ser usado por entidade filantrópica, não pode colocar em galeria de imagem de outro site, não pode ser colocado em folder, banner, panfleto, santinho de político, cardápio, santinho de igreja… Não pode absolutamente nada a não ser O ACESSO. Mas por que? Por que o capitalismo dominante egoísta blablablablablablablablabla? NÃO!!! Porque é o que diz a lei brasileira!!! Ponto final.

Não interessa a ideologia que se prega, não interessa o que disseram na faculdade, não interessa o que o patrão falou, não interessa o que o cliente pediu, não interessa discurso político nem que seja feito por Karl Marx e Mao Tse-tung reencarnados. Até que mudem a Constituição, a “Lei de Direitos Autorais” no Brasil e os Tratados Internacionais, será assim. Usou errado vai ter que indenizar.

A idéia do creative commons - idéia muito boa, por sinal - remete ao licenciamento à coletividade e não apenas a um determinado licenciado. Logo, NÃO SE CONFUNDE COM LICENÇA DE USO individual, tal qual está determinado na nossa lei (a que conhecemos e usamos). O CC NÃO ESTÁ REGULAMENTADO pela lei brasileira, entretanto vale o pacta sunt servant, isto é, o que foi acordado entre as partes (licenciante e licenciados) deverá ser honrado - a não ser que, como já foi dito, cause desvantagem indevida a alguma das partes (que no caso será sempre o autor).

Nos EUA, a Corte Suprema já reconheceu a validade jurídica da licença creative commons. Da mesma forma, o regime do copyright (que protege a cópia não autorizada de obras) também a reconhece. No Brasil, não há jurisprudência sobre o assunto, mas minha previsão é que em breve teremos um enxame de ações judiciais, pois não tenho dúvidas que os limites das licenças serão constantemente ignorados.

Quero deixar bem claro: apesar do meu posicionamento firme sobre a questão legal, não sou contra a licença creative commons e acho realmente uma ótima idéia, pois a sistemática de colaboração, compartilhamento, divulgação da cultura, tem tudo a ver com a internet. Não tenho dúvidas que será cada vez mais utilizada e aperfeiçoada em todo o mundo e trará mudanças inclusive na legislação moderna. A problemática é com relação ao uso irregular, as conseqüências negativas que trará aos autores e o reflexo que trará à filosofia e mentalidade dos usuários da internet, infelizmente cada vez menos conectados com a realidade.

Pauta para o próximo post sobre o assunto, “Os problemas práticos do creative commons no Brasil”. Aguardo colaborações de interessados, com questões práticas a serem levantadas sobre este tema. Não vou publicar comments, para evitar discussões no blog. O post é fechado.

Abraços, Paoli.


Fotos no Insalata

Setembro 4, 2008

A hora do clique das saladas.

No dia 28 de agosto, dia do aniversário do meu querido pai, tive o prazer de realizar um trabalho muito agradável, fotografando alguns dos pratos servidos no restaurante Insalata  - www.insalata.com.br - e põe prazer nisso… 

O petit gateau com calda de manga e sorvete de creme, que me fez parar de trabalhar.

 

 

 

A comida de primeira, servida em porções generosas, aliada ao charme e aconchego do restaurante, formaram a receita do sucesso e as filas na porta. Daí a responsabilidade de realizar um trabalho que deixasse transparecer tudo o que se espera das saladas, sanduíches, massas, risotos e sobremesas matadoras (uma das quais fiz questão de devorar alegremente).

 

A imagem, ao vivo, no LCD da câmera e no monitor (à direita).

O único problema é que agora vou gastar tudo o que recebi pelas fotos no local. 

As fotos já estão prontas, mas ainda não podem ser mostradas. Em breve vão integrar o novo site do restaurante. Enquanto isso, seguem estas do making-off.

Agradecimentos: René Lentino, assistente - e quem clicou o making off; Maestro Clicio Barroso - thanks pelos digiflashes, hazys e etc; Adriane pela confiança e simpatia; Ao chef e todos assistentes de cozinha, meus cumprimentos e obrigado pela disposição em aprontar todos os pratos na hora exata (nos vemos em breve); Mãma Neyde e Dr. Dib, por me esperar para o jantar de aniversário.


Câmeras top de linha. Elas valem o que custam?

Setembro 3, 2008

Recentemente, em uma discussão sobre equipamento na lista fotocavalomania da fotógrafa Paula da Silva, da qual faço parte, houve um questionamento com relação à compra de uma nova câmera, em que a escolha ficaria entre dois lançamentos da Nikon, a D700 e a D90. A primeira custa 3x mais do que a segunda (aquela, $ 3.000 nos EUA).

 

O uso: fotografia de cavalos. A questão: vale a pena investir tão alto em um equipamento, sendo que de acordo com o ritmo de lançamentos, provavelmente terá de ser trocado em cerca de 2 anos? Detalhe, a fotógrafa precisa de dois corpos.

 

Fiz um breve comentário na lista a favor da D700, apontando as vantagens desta câmera (profissional de alto desempenho) sobre a outra (amadora, porém muito boa e com um recurso inovador de filmagem). Meu comentário fez com que ela por fim se decidisse (até agora) em favor da D90, pelo custo, pelo crop 1.5x (que é uma vantagem em muitas ocasiões) e pelo fantástico modo de filmagem.

 

Aqui um breve parêntese. A japonesada da Nikon acertou em cheio a japonesada da Canon, lançando a primeira SLR com recurso de filmagem em alta resolução do mercado - HD (1280 x 720 @ 24fps) -e saiu na frente, trazendo para este formato o que já era bem utilizado em compactas. Incrível! O fato de se poder utilizar o mesmo equipamento para fazer vídeos curtos com ótima qualidade, e ainda com as ótimas lentes Nikkor da marca, é uma cesta de 3 pontos no fim do jogo. Tanto é que a Canon lançou, apenas um ano depois da 40D, a 50D, com 15mpxl (5 a mais do que a última), pra concorrer com a Nikon D90. Fecho os parênteses.

 

Falou-se também, do conceito de que as câmeras top de linha seriam mais direcionadas ao fotojornalismo e que, considerando-se o custo-benefício, poderia-se dizer que as lentes seriam até mais importantes do que as próprias câmeras.

 

Promessa é dívida. Disse que iria e vou comentar aqui sobre a discussão das câmeras.

 

Em primeiro lugar, com relação às minhas imagens, não gosto da idéia (inevitável é claro) de se passarem alguns anos e eu perceber que poderia extrair muito mais das minhas imagens por terem sido captadas por um sensor de 1ª linha. Isso não vai mudar, pois a evolução é constante, logo é apenas uma lamentação minha e não um argumento. Penso assim, pois às vezes olho fotos antigas e percebo que uma imagem poderia ter sido 100% melhor se tivesse sido feita em cromo ao invés de negativo, ou com uma lente mais adequada que eu não tinha na época. Enfim, quanto a isso, c’est la vie. Não há o que se fazer, pois se pensarmos assim, não vamos mais produzir nada, sempre à espera de ter um equipamento melhor. Mas podemos buscar ter o melhor do atual, na medida do possível, ao menos para ter paz de espírito.

 

Mas voltando à realidade…

 

Hoje em dia, se compararmos as imagens feitas com uma 5D ou Mark III, com as feitas em uma 30D ou 40D, podemos ver uma nítida diferença (no caso da 30D gritante) em termos de qualidade de imagem, cor, nitidez e detalhamento.

 

Antes, resolvíamos a questão da qualidade de imagem com lentes, filmes e filtros de 1ª linha. Hoje, além de tudo isso, dependemos principalmente do sensor.

 

Além de diferenciados pela tecnologia utilizada ser CMOS ou CCD, os sensores podem ser Full Frame ou possuírem o fator de crop de 1.3, 1.5 ou 1.6x. Sem entrar em detalhes que serviriam para mais dois ou 3 posts (o nosso amigo google pode ajudar por enquanto a quem precisar), esta última diferença faz com que uma mesma lente, quando utilizada em câmeras full frame, funcione tal qual funcionaria em uma câmera analógica, enquanto que em uma câmera cujo sensor possua o fator de crop, tenha suas bordas cortadas - por causa do tamanho do sensor. Isso faz com que, por exemplo, uma lente de 50mm, utilizada em uma câmera com sensor de 1.6x de crop, funcione como uma 80mm (50 vezes 1.6). Ela não “vira” uma 80mm, apenas o quadro é fechado no assunto e portanto a lente funciona igual a uma 80mm em full frame - como se fossem colocadas tarjas pretas no quadro.

 

Ok. Sendo assim, na prática, a utilidade de um fator crop 1.5, 1.3 ou 1.6 para fotografia de campo (fotojornalismo, animais, etc) é que chega-se “mais perto” do assunto, virtualmente. Há uma outra discussão da vantagem do crop de se aproveitar o miolo da lente, ou seja, o “filé” da lente, já que as bordas (uma parte “menos boa” do vidro, que causa distorções) são cortadas, mas também é assunto para mais um post.

 

Outro argumento citado: para quem faz retratos e animais, é incomum (mas de forma alguma totalmente dispensável), o uso de grande angular, já que causa deformações na imagem (um cavalo torto e um rosto torto não são bonitos de serem mostrados), logo o crop ajudaria novamente. Sim, ajudaria, mas e quando se tem uma situação (ainda que rara nestes casos) onde se quer - por necessidade ou criatividade - o uso de uma 17mm? Se o fotógrafo estiver com uma câmera com crop 1.6x precisará de uma lente de 10mm!

 

Trata-se, portanto, da sub-utilização de um recurso - de uma limitação. Ora, quem quiser fazer retratos e fotografar cavalos, irá partir de uma 85mm ou 100mm e não de uma 17mm. 

 

Ok, para alguns talvez seja mais interessante ter o crop, mesmo perdendo wide angle. Mas no meu caso particularmente não, pois não fotografo apenas pessoas e animais. Nessas situações, prefiro ter que me aproximar mais (fisicamente) do assunto, para preencher o quadro (ao usar full frame), do que não poder enquadrar tudo que quero, em uma situação de pouco espaço (ao perder o wide angle pelo crop). Em fotografia documental, entre outros tantos exemplos que posso citar, a grande angular é instrumento precioso de trabalho.

 

Em resumo, prefiro câmeras com sensor full frame, pois posso utilizar a lente com seus recursos tais quais foram projetados pelo Sr. Canon, sem limitações.

 

Sim, há a opção de se comprar as lentes EF-S, no caso da Canon, que funcionam normalmente, compensando o fator de crop. Mas há outra desvantagem. Apesar de igualmente caras, estas lentes só podem ser utilizadas em câmeras COM crop. Do contrário, se compro lentes para full frame, posso utilizar em câmeras com ou sem fator de crop.

 

Por outro lado, um CMOS ou CCD full frame topo de linha, é algo a ser considerado, não como negócio e sim como um recurso ter melhores imagens nativas, além de confiabilidade, estabilidade e inclusive credibilidade (discutível, ok).

 

Ao contrário do que foi dito, não apenas no jornalismo é que se fazem necessárias e são usadas as câmeras top de linha.

 

Vou dar um exemplo. No caso da Canon, a MarkIII 1D foi projetada para fotojornalismo e custa metade do preço da 1Ds, que é uma câmera direcionada ao mercado publicitário e de moda. Ambas são parecidíssimas, contudo a primeira tem o fator de crop 1.3x e faz 10fps (fotos por segundo), em 10mpxl, enquanto que a outra faz 5fps em 21mpxl. São características bem diferentes para usos diferentes e ambas são top de linha.

 

Abaixo dessas temos a 5D, também para mercado publicitário e moda, e a 40D, que é 1/3 do preço da 5D. E a comparação das configurações é exatamente a mesma (5D full frame, 12mpxl, 3fps, boa para estúdio e 40D 12mpxl, crop 1.6, 6,5fps, “boa” para campo).

 

Enfim… Diz o ditado que “câmera boa é aquela que você acha boa”, certo? Hummm… Em partes. Para “fazer a fotografia”, talvez (contudo, iniciantes não possuem experiência suficiente para achar uma coisa boa ou não). Mas pensando no mercado comercial, sabemos que há uma tendência de bancos de imagens e agências utilizarem, entre outros critérios de seleção, o equipamento utilizado pelo fotógrafo. Ou seja, se você usar câmera X com tantos mpxl, OK, se usar câmera Y com menos mpxl, não serve. Péssimo não? Mas tenho visto muito disso.

 

Ainda que se considere que tais agências e bancos possam não ser exatamente “sérios” ao fazer este tipo de seleção (o que discordo em partes, pois tudo depende do uso da imagem), este é um problema que existe, queiramos ou não. E inevitavelmente, perde-se uma fatia do mercado por não estar utilizando o equipamento mínimo que este mercado exige.

 

O próprio Photoshelter, pelo que pude constatar hoje, limita as imagens em um mínimo de 4mpxl, mas entretanto, em sua lista de equipamentos recomendáveis, sugere 30D, 40D mas não mais a 20D. Já a Mark II, que tem o sensor equivalente ao da 20D, mas de 1ª linha - e também com 8.3mpxl - está na lista deles. Ou seja, mesmo as duas gerando imagens de 8.3mpxl, a MarkII é recomendada ao invés da 20D por ter um sensor de 1ª linha e teoricamente gerar imagens com mais qualidade.

 

Pensando como um diretor de arte, se eu tivesse em minhas mãos duas imagens praticamente idênticas, que fossem atender igualmente bem ao meu cliente, antes de escolher procuraria saber - e é o que se faz - como estas imagens foram capturadas. Sabendo que os dois fotógrafos são igualmente confiáveis e bons profissionais, e sabendo que uma imagem foi feita com uma Mark III 1D e outra com uma 30D, certamente eu optaria pela imagem da Mark III, se este fosse o critério de desempate. Isto porque eu saberia que este equipamento gerou um arquivo master com muito mais a oferecer ao profissional que irá trabalhar na imagem e um resultado final possivelmente melhor.

 

Estou falando, é claro, do formato SLR. Não é correto comparar SLR com 6×6 ou 4×5, ou com backs e câmeras de médio formato. Trata-se de um universo (maravilhoso) à parte.

 

Junte-se tudo isso aos fatos de que câmeras top de linha desvalorizam menos e demoram mais para serem substituídas no mercado, para que se tire a seguinte conclusão (ufa!):

 

Entre todos os argumentos que um profissional possa oferecer para escolher comprar uma câmera de $ 1000, no lugar de uma que custe $ 3000, os únicos que penso ser procedentes são:

 

1. “Não tenho dinheiro!” - Ok, fim de papo.

 

2. “Para o meu mercado de trabalho, não compensa, pois atendo bem 95% de todos meus clientes com a câmera mais barata” - Tudo bem, mas se ao longo do tempo os 5% restantes virarem 30%, isso será um problema mais caro do que a câmera, se não houver tempo de remediá-lo.

 

E… mulheres… não é ótimo comprar jóias? Mesmo que elas custem 30% a menos logo ao serem retiradas da loja? Pois jóias desvalorizam mais do que câmeras e nunca vi nenhuma que tire fotos em RAW. Há quem ache que isto seja um defeito meu, mas eu adoro a sensação de ter o melhor (ainda que muitas vezes eu não possa sentir esta sensação, por falta de “tempo” $$).

 

CONTUDO… Que deu a maior vontade de poder usar o modo de filmagem da D90, ah… isso deu muito!

 

LOGO… (e agora prometo que é o fim) se atualmente eu jogasse no time da Nikon (hoje eu jogo com as branquinhas da Canon), e tivesse dinheiro… mesmo que não valesse a pena financeiramente, compraria UMA DE CADA.

 

E quem antes tinha dúvidas -especialmente aquele alguém que quer comprar duas câmeras novas - que agora tenha mais ainda ;-)

 

Abraços.


A Novidade

Agosto 26, 2008

Olá pessoal.

Assim como muitos amigos meus já fizeram, o que sempre me trouxe muita alegria, gostaria de compartilhar uma novidade muito legal, me unindo assim ao time das boas novas.

Para comemorar esta novidade fiz esta minha primeira homenagem: uma primeira fotografia, que está na minha galeria do site neste link, para contar um pouco da história deste fato. É um light painting, misturado com luzes de flashes compactos, com acessórios e gel azul, disparados remotamente e zero de photoshop! Passei horas me divertindo até chegar no fim que eu queria e adorei o resultado. 

O assunto da imagem, explica minha felicidade. E este é o melhor resultado de todos.

E seguindo com o princípio colaborativo do blog, abaixo segue o esquema da montagem completa da fotografia.

Abraços.

 


David Bailey na Vogue

Julho 8, 2008

Para quem não conhece, David Bailey é “o” fotografo de moda.

A última revista Vogue, de julho/2008, publicou uma reportagem com este ícone da fotografia, além de um editorial de moda com a “quase brasileira” Naomi Campbell.

A revista ainda tem outras coisas interessantes, para quem gosta de fotografia de moda, como um outro editorial do fotógrafo Miro (este, o ícone brasileiro da moda) e a modelo Leticia Birkheuer, aproveitando a temática das olimpíadas de Beijing, então vale a pena comprar.

Veja… Nas bancas.


Calibrando a Palma da Mão - para usá-la como um “perfeito” cartão cinza 18%

Maio 17, 2008

O livro “Understandig Exposure” de Bryan Peterson, à venda nas melhores Amazons, traz dicas e sacadas de quem tem muita experiência na coisa, com uma linguagem simples e desmistificando os “segredos da fotografia muito muito difícil”. Uma delas, é o uso da palma da mão como cartão cinza, para medição de luz. Dã… quem não sabe disso? OK, o mundo todo, mas nesse truque eu nunca havia pensado: Como calibrar a sua palma da mão para que ela seja sempre um “perfeito” cinza 18% e não uma mera referência.

Vamos lá, Mr. Bryan, à sua Hot Gray Card Tip:

“Depois de ter comprado seu cartão cinza, você apenas precisará dele uma vez, já que há algo em seu corpo que funciona tão bem quanto - mas você precisará do cartão cinza para ajudá-lo inicialmente. Se você algum dia tiver dúvida sobre alguma situação de exposição, meça a luz na palma de sua mão. Eu sei que sua palma não é cinza, mas use o seu cartão cinza para “calibrá-la” - e uma vez que você tiver feito isso, poderá deixar seu cartão em casa.

Para calibrar sua palma, leve o cartão cinza e sua câmera para o sol e sete a abertura para f8. Preencha todo o quadro da imagem com o cartão (não precisa estar em foco), ajustando a velocidade de disparo até que a exposição correta (zero) seja indicada pelo fotômetro da câmera. Em seguida, segure a palma de sua mão em frente à lente. O fotômetro da câmera deverá indicar que a imagem (da mão) estará com uma sobrexposição de +2/3 a 1 stop. Anote isso.

Leve o cartão cinza para a sombra e meça-o, novamente, com abertura f8, ajustando a velocidade até indicar a exposição correta. Novamente, meça a palma de sua mão e você deverá ver que o fotômetro indicará, da mesma forma, uma sobrexposição de +2/3 a 1 stop, da leitura feita no cartão. Não importa em que situação de luz você está fotografando, sua palma informará sempre os mesmos +2/3 a 1 stop de sobrexposição da leitura do cartão cinza (detalhe importante: essa variação decorre da cor da palma de cada um, ou seja, sua própria palma terá apenas uma leitura. Para isso serve a “calibração” aqui explicada, para ver o nº fixo exato de variação da sua palma para o cartão cinza).

Assim, da próxima vez que você estiver fotografando e ficar inseguro sobre a medição de luz de uma cena, faça a leitura da luz na palma de sua mão. Se o fotômetro indicar de +2/3 a 1 a mais (conforme a leitura fixa que a sua mão obtiver), então você saberá que a exposição estará correta.

Nota: Por razões óbvias, se a palma de sua mão medir 2-, 3-, 4- stops de diferença, então você: a. fez a leitura da mão no sol, enquanto que a imagem está na sombra; b. você se esqueceu de tirar suas luvas brancas.”

Tradução e adaptação de Alexandre Paoli.


Astronomia e CIA

Maio 14, 2008

 

Para aqueles que gostam de ciências e astronomia, aqui vão alguns links que separei hoje para os poindexters de plantão:

http://pbase.com/legiorgi - galeria de astro-fotografias de Luiz Giorgi, pai de Veronica e Dimi, grandes amigos. As imagens, maravilhosas e de uma qualidade impecável, são feitas com equipamento específico para este tipo de fotografia, o que também pode ser visto na galeria.

http://www.worldwidetelescope.org/ - uma ferramenta ainda em desenvolvimento, que, como diz no site, fará com que seu computador funcione como um telescópio, a partir de imagens fornecidas pelo Hubble e outros importantes telescópios.

http://hubblesite.org/ - Indicação da minha querida amiga Sil Pinotti. Tudo sobre o Hubble, além de muita informação.

http://www.stelarium.com/ - Software gratuito para observação do espaço (já uso e é muito interessante), permite visualizar o céu a partir de qualquer lugar do mundo, com a precisão da data e horário que está sendo observado.

http://www.ceuaustral.astrodatabase.net/ - Site do Prof. Paulo Gomes Varella, Professor do Planetário do Ibirapuera (entre outras qualificações) com agenda de cursos e informações muito interessantes.

http://www.google.com/sky/ - Google Sky - Que funciona como o Google Earth.

http://www.justmagic.com/ - Falando em Google Earth, o site da Magic Instinct Software oferece um software o “Google Ocean” (em http://www.justmagic.com/GM-GE.html) que combinado com o Earth fornece dados fluviais: tempo, fotos aéreas, fotos costeiras, naufrágios, etc, tudo em 3D.

http://www.greenpeace.org/brasil/a-trilha-das-grandes-baleias/siga-a-trilha-das-grandes-bale - Monitoramento de baleias jubarte feito pelo Greenpeace, o que faz parte de um projeto contra matança dos animais. O link mostra a posição das baleias monitoradas no oceano, através de ícones colocados no google maps, que, ao serem clicados, fornecem foto e informações sobre cada baleia.

http://setiathome.berkeley.edu/ - experimento científico que utiliza computadores conectados entre si pela internet, na busca de inteligência extra-terrestre. Aberto para quem quiser participar, instalando um software no próprio computador.

http://area51.blig.ig.com.br/ - e (porque não?) falando neles, fugindo um pouco (mas nem tanto assim) do foco do post, pra quem se interessa pelo assunto, o Blog Área 51 de um amigo, com conteúdo alienígena, fotos, vídeos, notícias e teorias (malucas ou não? Você decide!) de todas partes do mundo.


Buenos Aires e El Humo

Maio 3, 2008

Foi uma semana incrível. Buenos Aires é uma cidade que dispensa comentários, mas merece e muitos. As fotografias de um pouco do que eu vi, pode ser vistas clicando AQUI. Mas vou fazer diferente do que falar sobre as atrações turísticas, o que muitos guias podem fazer bem melhor.

Uma de minhas maiores preocupações quando viajo, é a escolha do equipamento fotográfico que vou levar. Dessa vez, por algumas recomendações e até para poder curtir um pouco mais tranqüilamente a cidade e caminhar sem peso, optei por levar apenas uma câmera compacta avançada digital. Excelente escolha. A portabilidade, os 12mpxls e os recursos avançados da câmera me deixaram felizes por ter feito esta opção, principalmente após andar 15Km no segundo dia (em Palermo). Então fica desde já a sugestão: compacta ou reflex com lentes curtas (ou uma discreta Leica, Contax, Nikon FM2, analógicas). B. A. é uma cidade como São Paulo e em poucas oportunidades haverá necessidade de uma teleobjetiva ou um burst violento. Vale a pena ser mais light, a la Bresson.

Pra começar a diversão, aqui vai a primeira aventura da viagem: desbravando a Calle Florida pela primeira vez.

Pois bem. Câmera (novinha) no bolso, muito entusiasmo e curiosidade, fomos eu e minha fiel escudeira Elaine, lado a lado, adentrar ao desconhecido. Saímos do Hotel, que ficava na Calle Tucumán, andamos dois quarteirões e lá estávamos na Calle Florida.

Calle Florida é uma das principais atrações turísticas e uma das mais conhecidas Ruas do centro de Buenos Aires. É muito parecida com os calçadões do centro de São Paulo, sem os milhares de camelôs, mais limpa, mais segura e com atrações imperdíveis, como o “shopping” Galerias Pacífico e uma unidade da Livraria El Ateneo (cuja loja da Av. Santa Fé é a maior e uma das mais lindas livrarias da América Latina).

E Calle Florida também é uma rua de acesso importante para os moradores e… centro é centro. Chegamos lá justamente às 17:30, horário do rush. Muita gente com pressa indo e vindo, correria, trombadas de ombros, carros nos cruzamentos… igualzinho a São Paulo. Mas OK, vamos encarar a boiada. Só que eu estava um pouco tenso. Era um lugar novo, pessoas diferentes, língua diferente e eu não sabia muito bem o que fazer, só queria andar.

Cinco minutos de caminhada com essa tensão inicial e ouço uma pequena gritaria. Continuo andando. 5 passos, 10 passos e vejo um maluco andando cambaleando com um copo de refrigerante na mão. Logo depois vejo o copo voando. Um segundo depois vejo o símbolo do Burger King bem perto e de um ângulo  que eu nunca  havia visto (com o céu de Buenos Aires ao fundo) e em outro segundo, estava o copo se espatifando no meu braço - e graças a um movimento rápido não foi na minha testa. Ao invés de cair de sola no cidadão, nos vingando de Caniggia e Maradona, achei graça e fiz desse evento meu libertador. Em minutos acabou a tensão e lá estava eu andando tranqüilamente na Florida como um legítimo… turista.

Agora vamos à história de “El Humo”.

Lá pelo final do terceiro dia, saímos para passear à noite em Puerto Madero. Quando descemos do táxi, meus olhos começaram a arder e havia uma névoa estranha e cheiro de fumaça no ar, como se houvesse uma fogueira próxima. Andamos por todo o porto, jantamos, passeamos, tomamos sorvete de doce de Leite do Freddo (explêndido, inigualável) e voltamos para o Hotel. Ligamos a TV e surpresa… Não era uma simples fumaça e sim “El Humo”, como noticiavam os jornais. Ora, el humo pode ser uma fumaça de cigarro… Sim, mas esta era diferente.

Trata-se - pois até hoje ainda está ocorrendo - de uma área de pastagem com cerca 70.000 hectares ardendo em chamas, muito próxima à capital, que levantou uma nuvem de fumaça, a qual cobriu a cidade de Buenos Aires e outras províncias próximas. Especula-se que se trataria de um protesto coordenado de agricultores contra o governo, entre outras coisas, mas o fato é que muitas pessoas morreram em acidentes, provocados pela baixa visibilidade nas rodovia, centenas foram hospitalizadas (sobretudo as que possuem problemas respiratórios), linhas de metrô e trem paralisadas, rodovias fechadas e provocou-se um dano ambiental incalculável. O que se via nos jornais locais era um combate heróico dos bombeiros e voluntários, usando ferramentas praticamente ineficazes diante da monstruosidade da queima e da falta de chuva, a demagogia do governo e o silêncio dos provocadores.

No 4º dia de viagem a fumaça deu uma trégua e passeamos sem problemas. Fizemos uma de nossas longas caminhadas, respirando o ar quase puro, bebendo cerveja Quilmes e comendo em um dos mais tradicionais (e estupidamente bom) restaurantes da cidade, o Chiquilin.

No 5º dia, em 18.05.08, el humo voltou com tudo. AQUI o link da BBC com a notícia do dia.

Foi o dia de nossa partida. O aeroporto de vôos domésticos, mais próximo do centro da cidade, havia sido fechado. A fumaça não havia atingido o aeroporto internacional, então pudemos seguir para o Brasil tranqüilamente - dentro do possível de tranqüilidade que se pode esperar de aeroportos e aviões na época em que vivemos.

Para quem quiser saber mais sobre o episódio que se segue na capital argentina, indico o meu amigo Google, que certamente irá fornecer muitos links.

Falando neles, começando a seção de dicas, vou mandar alguns bons links sobre BA na WEB:

Portal de turismo oficial - muita informação, guias, mapas, fotos, serviços, etc.: http://www.bue.gov.ar/home/

Outro bom guia online também em português: http://www.mibsasquerido.com.ar/BuenosAires1.htm 

Pequeno guia em pdf sobre a cidade em português: http://www.bue.gov.ar/imagenes_guias/guia_bsas_portugues.pdf

Compras de tickets para eventos na cidade: http://www.ticketek.com.ar/

Portal de Tango: http://www.tangodata.gov.ar/

Dicas para quem quer jogar golfe na cidade: http://www.argentour.com/pt/viagem_argentina/golfe_argentina.php

Não descarte perguntar para o google e dar uma boa olhada nas comunidades do Orkut, onde se soubermos garimpar, geralmente conseguimos boas dicas. Além disso, recomendo muito a compra de dois guias de bolso que usei o tempo todo. São pequenos, leves, baratos e excelentes:

1. Buenos Aires Encounter - um guia em inglês da Lonely Planet, bem completo, com informações curtas e importantes sobre praticamente tudo, inclusive hospedagem;

2. Buenos Aires Passo a Passo - escrito por um Argentino apaixonado pela cidade, Hugo Ibarzábal, com dicas preciosas sobre o melhor da cidade, tudo visto e provado e aprovado por ele mesmo, com sugestões de vários roteiros para cada parte da cidade, feitos para conhecer principalmente à pé, ônibus e metrô, mas que também podem ser feitos de trem, de taxi, etc.

O exemplar que tenho deste último é uma edição de 1995, que embora tenha mais de 10 anos está bem atual. Foi o que eu mais usei. Perfeito para o estilo andarilho que adotamos (mais de 50Km em 4 dias).

Não posso deixar de enumerar aqui, as dicas que recebi de meus amigos, que junto com algumas minhas, que vou relacionar brevemente, mas considere o que está aqui, como algo realmente imperdível:

Puerto Madero - para ir todos os dias, a qualquer hora, mas especialmente para passear à noite e jantar;  Museu Nacional de Belas Artes (lindo, com um acervo muito bom); Faculdade de Direito (atrás do Museu); Todo Bairro da Recoleta; Os parques e bosques de Palermo (inclusive o zoológico, muito bonito e bem cuidado); El Caminito (vá de manhã bem cedo, para sair até umas 10h, a luz é linda e evita-se o movimento exagerado); assistir pelo menos um bom show de tango; o Café Tortoni; o Trem de La Costa (para conhecer San Isidro e Tigre); Plaza de Mayo, Plaza Italia e todas as outras Plazas que puderem ser vistas (há muitas na cidade, uma mais bonita do que a outra).

E é claro as comidas: Sorveteria Freddo - muitas por toda cidade - meu preferido (e de 200.000 pessoas) é o de doce de leite; restaurantes Chiquilin e Pippo - tradicionalíssimos e baratos; Alfajores Havanna (também por toda cidade); doce de leite (o melhor do mundo); sanduíches de miga (um tipo de tostex com camadas de pão bem finas) - peça pelos “tostados”; e tudo o que você puder comer, acompanhado por seu par e por uma deliciosa cerveja Quilmes. Aliás, costumeiramente, lá não se bebe cerveja muito gelada. Não cometa a gafe de reclamar com o garçom (como vi acontecendo).

Troque seus reais no Banco de La Nacion Argentina (há um inclusive dentro do aeroporto, logo após passar a alfândega), é seguro e tem uma das melhores cotações e há vários pela cidade. Pague tudo em pesos (ou cartão de crédito), para fazer valer nossa moeda (a conversão local dos lojistas é extorsiva). Taxi é barato e tem às pencas. Use apenas “radio taxi”, de cores preto e amarelo. Taxistas particulares geralmente não são confiáveis (nós inclusive fomos “surrupiados” pelo único que pegamos). O metrô é feio e antigo, mas é confiável e vai para todo lugar. E cuidado com “ladrões de turistas”. Assim como estamos cansado de ver fazerem com os gringos no Brasil (especialmente na Bahia e Rio de Janeiro), os de Buenos Aires adoram cobrar 4x mais por alguma coisa (como o já referido taxista). Paguei 3 pesos pelo mesmo adaptador de tomadas (importante), que quiseram cobrar 20 em outro lugar. Em outro episódio, paguei 40 pesos ao invés de 70, por um case para minha câmera.

Outra dica boa que ninguém havia me falado: deixe o Free Shopping para a volta (saindo de lá e chegando aqui). Tanto o do Brasil como o da Argentina, que aliás é enorme e possui mais variedade de produtos e com preço mais acessíveis do que o daqui (no meu caso, de São Paulo), são muito melhores do que os da ida (saindo daqui e chegando lá). E deixe apenas para comprar as bebidas aqui, para não ficar com o inconveniente de ter que carregar garrafas pesadas. A diferença de valor é muito pouca.

Terminando o post, gostaria de agradecer aos meus colegas Diego Rousseaux (argentino legítimo) e Ignacio Aronovich, ambos fotógrafos brasileiros do primeiro escalão, minha prima Dri e o maridão Ronaldo Fuzza, meu amigo de infância Gui e tantos outros que deram ótimas dicas sobre a cidade, muitas das quais estou repassando agora.

Prepare seu tênis mais confortável, mochila com guias nas costas, afine o seu portunhol, câmera na mão e apaixone-se pela cidade, como nós todos.

Abraços,

Paoli.


Art Kane e As Lendas do Jazz

Agosto 6, 2007

Quem não conhece e nem nunca ouviu falar de Art Kane?

O mais célebre e expressivo fotógrafo de celebridades do jazz, rock e blues, começou sua carreira em 1958, quando fez, para a revista Esquire, a fotografia que lhe traria notoriedade. Conseguiu reunir e retratar, juntas, no Harlem, todas as lendas vivas do Jazz da época. Entre eles, alguns de meus preferidos: Dizzy Gillespie, Count Basie, Coleman Hawkins, Thelonious Monk e Sonny Rollins.

Quem assistiu o filme “O Terminal” com Tom Hanks, deve se lembrar desta foto, que pode ser vista em  http://www.harlem.org/.

Sua carreira não foi limitada a retratos do mundo musical. Nos anos 60, firmou-se também como um dos grandes nomes do mundo fashion.

O site: 

http://www.artkane.com/index.html

Não deixem de ler a biografia, é realmente fascinante.

Em 2001, quando estive em San Francisco, entrei em uma loja para comprar alguns CDs de Jazz, quando me deparei com um pôster da foto (aquela - do Harlem). Paguei 30 dólares, trouxe na minha poltrona, dentro do avião, coloquei em uma moldura de vidro e hoje é olhando para ela que busco inspiração para estudar e compor os meus jazzes. Em algum momento, sempre penso: “o que esses caras diriam se ouvissem essa porcaria” e então procuro melhorar o quanto eu puder.

Está aí… É imensurável a importância de um trabalho fotográfico deste nível. Quantas virtuoses musicais da atualidade não devem ter surgido por admiração a esta imagem?

Além desta, uma de minhas preferidas, de Frank Zappa & The Mothers of Invention, em 1968, para a Life (não publicada). O texto é o melhor…

http://www.artkane.com/fullsize/music/fzmothers.html

Abraços e Bebops.


Eu consegui!

Julho 21, 2007

Finalmente, consegui montar meu modesto blog. Nada melhor para iniciar minha carreira blogalística, do que narrar aqui as peripécias da criação.

Tem blog de tudo por aí. De política, culinária, animais,  plantas, armas, tecnologia, desenho… E porque eu não poderia ter o meu? Simples, porque não sabia patavinas de html, php, web design e tudo o mais que eu tinha obrigação de saber, considerando que comecei a teclar em meu primeiro computador - um CP 200 da falecida Prológica, quando tinha pouco mais de 12 anos. Vinte anos atrás.

Do CP 200, passei ao CP 500, depois ao MSX Hotbit, um outro MSX 2.0 Expert e meu primeiro PC, um IBM Aptiva 486, DX2 66. Depois deste, tive mais cinco PCs (nada da apple, minha frustração).

Fui do tempo do Videotexto e da BBS, no próprio MSX - e depois também em PC. Era divertido. Pouca gente conhecia. Era uma espécie de internet pobre, lenta (1,2kbps), com poucos recursos e funções limitadas. Eu usava pra bater papo e pegar peças em amigos, fazendo “compras” coisas e mandando entregar nas casas deles. As compras não eram concretizadas. O responsável simplesmente pegava o pedido e ia até a casa de quem comprou com o produto.  

A vítima preferida (como é até hoje) era o meu amigo de infância Walter. Fazia reservas de passagens aéreas, de tickets de teatro, assinei revistas e tudo o que a minha criatividade imaginasse. Depois eu ficava aguardando os comentários dele. “PÔ… Assinaram uma revista de sacanagem e mandaram pra minha casa, no meu nome” HAHAHAHAHA…. Eu não agüentava e ria. De tanto que isso aconteceu a coisa acabou perdendo a graça e tive que inventar outros jeitos de sacanear o Walter.

Por ironia, ao mesmo tempo que eu tive a oportunidade de usar a primeira forma de internet, o que menos de 20% de todos os internautas de hoje tiveram chance de fazer, nunca tive a idéia de estudar o que seria o futuro mais promissor da computação. Agora, com mais de 10 anos de usuário da internet, só me resta correr atrás do prejuízo. Vamos ver no que vai dar.

Como minha primeira recomendação aqui, sugiro àqueles que tenham interesse em criar o seu blog que experimentem o da WordPress (www.wordpress.com), que é gratuito, o qual uso atualmente. Inferface simples, rápido, bonito, muitas opções de templates que podem ser customizáveis e admite o uso de CSS (isso é pago). E olha que progresso! Já sei o que são todas essas coisas, agora só falta saber usar.

E já que uma das coisas que mais gosto é fotografia, segue abaixo a primeira de todas, em homenagem à inauguração do PaoliBlog, que é simples, despreocupada, mas possui um significado monstruoso para mim.

Eu e a Guá

Eu, comendo pizza com minha irmã e minha esposa (que não aparece), depois de assistirmos a um show do Hermeto Pascoal. Um daqueles momentos inesquecíveis. Pizza + Fotografia (com minha 1ª digital - Sony DSC S-85) + Música (e do Hermeto Pascoal) + Esposa + Irmã mais querida do mundo.

Irmã que certa vez me disse que adorava o que e como eu escrevia e que eu deveria exercitar “esse dom”. Pois aqui vai Guá, em sua homenagem, o primeiro post do meu blog, onde todas as vezes que eu escrever, me lembrarei de você.

E para quem leu até aqui, agradeço sua atenção e espero que seja a primeira de muitas visitas.